sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Sou poeta
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Rosa com defeito
como uma rosa com defeito
Com perfume,
mas sem alguém que o sinta
Com belas pétalas,
mas sem alguém que as aprecie
Uma rosa é uma rosa
mas o que é uma rosa no meio de muitas?
Uma rosa com defeito
é uma rosa com defeito
E nisso, pelo menos,
ela se destaca.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Doce Liberdade
Abro os braços bem esticados
Respiro o ar fresco que sopra no meu rosto
Fecho os olhos e sorrio pro infinito
Pulo de um penhasco e vou caindo
Sem saber
Se vou me ferir
Se vou me salvar
Se vou continuar
caindo
Sem rumo
Sem medo
De me perder
De me encontrar
De procurar
De me machucar
De amar
Num dia mergulho em águas calmas
Noutro me afogo em ondas turbulentas
Sempre uma aventura
Uma novidade
.
.
.
É doce a liberdade.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Lentes Cor-de-rosa
A-M-O-R
Quatro letrinhas aleatórias
Que ordenadas dessa forma
Traduzem um sentimento tão bonito, tão feliz
Tão sorrisos e suspiros e sonhos coloridos
Que é até fácil esquecer
Das lágrimas e mágoas
Que por vezes acompanham
Essas letrinhas tão simpáticas
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Ah, se... (suspiro)

sexta-feira, 27 de novembro de 2009
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Me deixa em paz, coração
De botar pra fora aquilo que eu não devo sentir
Que se alojou em mim sem pedir licença
Ocupando um espaço que não deveria existir
Sai de mim, sentimento estranho
Obscuro, inquieto e irracional
Você não passa de uma invenção
Uma cria da minha solidão
Coração pulando pra fora de mim
Volta pra dentro, quem te deixou sair?
Fica aí bem quietinho, sozinho
Acredite, é melhor assim
Até que eu volte a me estruturar
Essa coisa de amor, é preciso repensar
Melhor ir devagar
E evitar sonhar
Pra não me machucar
Nem me decepcionar
Quando começo a escrever poemas
É apenas o começo dos meus dilemas...
Quem me mandou ser tão molenga?
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Pecados
- Preguiça: de sair da cama e ir à academia
- Ira: quando não conseguia encontrar nenhuma roupa no armário que fosse confortável e não me fizesse suar no calor
- Vaidade: fui ao shopping e comprei coisas novas
- Gula: comi um sanduíche maior que a minha fome que não permitiu que eu terminasse de comer as batatas fritas
- Avareza: não comi sobremesas apetitosas pra não gastar mais dinheiro
- Inveja: cobicei namorados alheios
- Luxúria: cobicei namorados alheios
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Poderosa
Eu tenho o poder de criar mundos inteiros, repletos de seres, cores, sons, e recheá-los de histórias, dar-lhes vida. Mas isso eu já sabia que podia fazer. O que descobri é ainda melhor.
Posso transformar o mundo ao meu redor. Já disse, não sou nenhuma Mulher-Maravilha; mas posso salvar o mundo em que vivo de todas as coisas que eu considerar terríveis. Não sou dona de um reality show de extreme makeover; mas posso transformar pessoas ‘apagadas’ em protagonistas ilustres; posso escolher os personagens da minha vida e pintá-los como eu bem quiser.
Posso recriar; reinventar; reutilizar tudo aquilo que já existe, sob uma nova luz, um novo olhar. Posso fazer às coisas à minha própria maneira. Sabe como?
Escrevendo.
domingo, 15 de novembro de 2009
Suspiros na Noite
À noite no seu quarto ela ouvia o vento entrar pela janela e observava o movimento das cortinas. O silêncio e a escuridão só faziam lembrá-la de que estava completamente só. Ou quase, descontando seu gato que acabara de pular na beirada da cama com um miado fraco.
Da onde estava na janela via a lua no céu e a rua lá fora, vazia e calma. Suspirava. Era impossível dormir quando a imagem dele surgia ao fechar os olhos. E sonhar com aqueles momentos de felicidade só tornava o ato de acordar ainda pior.
Ouviu um ‘click’ estranho. O gato provavelmente pulara em cima de alguma coisa. E ela percebia agora que tinha sido sobre o botão do aparelho de som, que começara a tocar a música. Aquela que ele tinha composto especialmente para ela. Que ela nunca mais tinha escutado, mas não tivera coragem de jogar fora o CD. E aquela melodia suave agora ecoava pelos cantos sombrios e tristes de seu quarto, ganhando espaço janela afora.
Suspirou pesadamente. Virou-se para desligar a música, mas ouviu algo bater e cair. Procurou o gato, que agora ressonava embolado em sua cama desfeita. Olhou para trás e prendendo a respiração, voltou à janela. Uma pedrinha redonda se encontrava ali. Pegou-a nas mãos e como que se lembrando de algo, olhou para frente.
Parado no meio da rua com as mãos nos bolsos da calça, ele a admirava. Parecia sofrer também. Ela achava que aquilo era apenas mais um truque de sua imaginação e que deveria procurar um médico urgentemente. Até ele chamar seu nome, daquele jeito doce que a fazia derreter-se por dentro. Era real.
Saiu da janela e desceu as escadas aos tropeços. Abriu a porta com desespero e correu para a rua. Tinha sumido. Para onde fora? Ela estava ficando louca? Por que não conseguia parar de chorar? Achava que suas lágrimas haviam secado há muito tempo…
Sentiu os braços fortes e acolhedores ao seu redor e aquele cheiro tão familiar. “Estou aqui.”, falou ele num sussurro que a fez se arrepiar como antigamente, em tempos mais felizes. “Nunca mais me deixe assim”, ela disse, virando-se para olhar novamente dentro daqueles olhos negros que tanto sentira falta. Ele concordou: “Nunca”.
Beijaram-se. E seguiram para a casa abraçados.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Boa Noite Cinderela
Tristeza no olhar
Motivos não faltam
Balcão de bar
Goles que matam
Sons partidos
Corpo caído
Cores borradas
Medo de nada
Olhos se fecham
Sonhos começam
Vida mais bela
Boa noite, Cinderela
*Escrita durante palestra da Semana de Comunicação da UFF. A foto é de um copo de vidro iluminado pelas luzes de uma casa de shows e de minha autoria.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Verão: prós e contras
Contra: o verão se impõe mesmo antes da primavera acabar oficialmente.
Pró: praia, praia, praia, piscina, praia…
Contra: insolação, pele vermelha e ardida, pele descascando…
Pró: ar-condicionado e ventilador ligados o tempo todo
Contra: consumo intenso de energia, políticas de economia de energia
*Quem não tem ar-condicionado: suor, suor, suor…
Pró: as férias estão chegando!
Contra: nem pra todos. Alguns tem aulas até dezembro sob o sol forte…
Pró: chuvas de verão
Contra: elas demoram a acontecer e quando chove é justo no dia que queríamos ir à praia
Contra: surtos de dengue proporcionados pela água da chuva acumulada naqueles lurezinhos estratégicos. Porque no inverno as pessoas sempre esquecem que a dengue existe e deixam de tomar cuidado e aí vem o verão e começa tudo de novo…
Mais prós e contras ao longo dos dias quentes…
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
O que fazer num dia de calor
- Ir à praia/piscina ou tomar banho de banheira/mangueira. Nada melhor pra refrescar!
- Tomar sorvete/picolé até dizer chega. Beber muitos líquidos gelados para hidratar.
- Passar o dia no shopping ou qualquer outro lugar agradável com ar-condicionado potente (se você não tiver em casa). Vale até fazer longos passeios de ônibus ou ficar fazendo hora no banco.
- Faltar aula, porque: A. Está quente demais pra sair de casa; B. Você vai chegar todo suado(a) e nojento e lá se foi aquela sensação gostosa pós-banho; C. Se ã sala de aula não tiver ar-condicionado os ventiladores não vão dar conta e ninguém vai conseguir aprender nada porque vai estar pensando no calor e que deveria ter ido à praia.
Só vá à aula num dia muito quente se: A. As salas forem bem refrigeradas; B. O transporte que você usa for bem refrigerado; C. A aula for realmente muito importante. Caso contrário, é melhor ficar em casa e cuidar da sua sanidade mental. É comum ter delírios quando se toma muito sol.
- Ficar deitado(a) no quarto com ar-condicionado/ ventilador ligado, dormindo ou vendo filmes como: A Era do Gelo, A Marcha dos Pinguins, Happy Feet, O Dia Depois de Amanhã… Nada de Inferno de Dante ou qualquer outra coisa com vulcões e muito fogo. O efeito psicológico não será muito bom.
E o que vocês gostam de fazer num dia muito quente? Deixem suas dicas no comentário!
terça-feira, 27 de outubro de 2009
O que fazer num dia de chuva
- Ficar na cama embaixo do edredom vendo filme, comendo pipoca, chocolate, biscoito...
- Ler um bom livro
- Ficar deitado de janela aberta ouvindo e sentindo o cheiro da chuva
- Fazer aquele dever de casa atrasado
- Ter idéias criativas e colocá-las em prática (escrever um conto, customizar uma roupa, fazer dobraduras de papel, desenhar, e o que mais vier à cabeça.)
- Arrumar o quarto ao som de músicas animadas, dançando e cantando enquanto organiza a bagunça (ou só dançar e cantar, se preferir!)
- Assar um bolo gostoso ou qualquer outra sobremesa (vale receita caseira ou daquelas semi-prontas compradas no supermercado)
- Chamar os amigos e brincar de: mímica, twister, jogos de tabuleiro, baralho...
- Dormir! (porque não há nada mais convidativo para um soninho do que aquele barulhinho na janela e o friozinho dos dias chuvosos)
O que vocês gostam de fazer num dia de chuva? Deixem um comentário com a sua resposta!
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Eternidade
Sentada com as pernas cruzadas em cima do sofá branco da sala, com a brisa da noite beijando suavemente seus cabelos, ela não tinha sono. Abraçada ao travesseiro, continuava absorta na imagem da cidade, com o pensamento bem longe daquele mar de prédios. Se ao menos ele estivesse aqui, suspirou. Mas ele estava longe, numa realidade bem diferente da dela, naquele momento, e ela não sabia dizer se ele voltaria - preferia não pensar no assunto.
Tudo acontecera tão rápido... Num momento, faziam cócegas um no outro, rolando na grande cama de lençóis amarfanhados. Num outro, ele saía pela porta com malas na mão, um último olhar e nenhuma palavra.
Era tudo sua culpa, ela sabia, e se amaldiçoava a cada noite que ia deitar sozinha e a cada manhã que acordava sem ele. Por que tinha que ser tão cabeça-dura? Por que tinha que despedaçar e magoar a todos que amava?
Ele olhava para a cidade da varanda do apartamento em que a empresa o instalara. Estava a um oceano de distância dela, mas ainda podia sentir o aroma daqueles cabelos macios em seus dedos. O que dera errado? Pensava que tudo estava perfeito. Ele mudara-se para o apartamento dela, maior e mais confortável. Assistiam à tv comendo pipoca todas as noites e passavam os fins de semana inteiros no quarto, ou na cama ou na banheira da suíte. Não paravam nunca de se amar e descobrir novas coisas um no outro, cada dia era ainda mais excitante, e ele sentia como se ela tivesse sido incorporada na vida dele para sempre. Não podiam ficar separados. No entanto, ele estava ali, sozinho, enquanto ela estava do outro lado do Atlântico, também só. Ambos magoados.
Ele recebera uma irrecusável oferta de emprego fora do país, mas recusara mesmo assim, tudo para não deixá-la. Ela detestou a idéia de privá-lo de seguir sua vida, sabendo que jamais poderia abandonar a sua para acompanhá-lo - jurara para si mesma que nunca permitiria que um homem mudasse sua vida de maneira tão significativa. Discutiram. Disseram coisas que magoaram tanto um quanto o outro.
"Eu largo tudo por você", disse ele.
"Eu não faria tanto", rebateu ela.
"Nós podemos nos adaptar..."
"Nossas vidas são muito diferentes."
"Minha vida é você."
"Por enquanto."
"Pela eternidade!"
"... Nada pode durar para sempre."
Ele viajou naquele mesmo dia e nada mais foi dito entre os dois. Após fechar a porta de seu coração para sempre, ela sentou no chão e chorou, como nunca tinha chorado antes. Ele precisou esperar até entrar no banheiro do avião para poder derramar suas lágrimas de sofrimento.
O tempo passara sem que percebessem de fato. Tudo o que sentiam era a falta um do outro. Ele não se destacava mais no trabalho, ela não criava mais nada. Eram duas almas vazias vagando por um mundo a que não pertenciam. Nada mais fazia sentido.
Ela sonhava que ele chegava no meio da noite, sem fazer barulho, e a acordava com beijos delicados na orelha. Faziam amor e esqueciam toda a briga. Ele pensava constantemente em largar tudo e voltar para ela, mas sabia que seria rejeitado. Tudo tinha que ser sempre do jeito dela, eles só voltariam a ficar juntos se ela quisesse. Como doía esperar que ela mudasse.
Observando a cidade, pintando-a em sua memória, decidiu que não podia mais viver daquela maneira, largada num sofá dia e noite. Sentia-se sufocada pela culpa de ter mandado embora seu grande amor e precisava de ar fresco, precisava respirar. Saiu do apartamento descalça e de pijama, desceu as escadas do prédio e correu para a praia vazia à sua frente, atirando-se na areia branca e úmida, sufocando seus soluços. Mergulhou na água escura, procurando afogar a tristeza, onde em outra época transbordara de alegria junto a ele.
Ele arrumara as malas e pegara o avião, o último vôo da noite, voltando para casa. Seu trabalho fora do país terminara e ele não tinha certeza do que faria. Não sabia se voltava para seu antigo apartamento abandonado às traças ou se batia direto na porta dela. Decidiu se hospedar num hotel, enquanto pensava em suas opções.
Ela acordou na areia, sozinha. A manhã estava clara, mas vinha chuva por aí. Voltou para o apartamento sem dar importância aos olhares que recebia na rua, tomou um longo banho de banheira e resolveu pintar. O mar lhe fizera bem aquela noite, mas ainda tinha muitas feridas para serem fechadas e mais do que nunca ela queria vê-lo, tocá-lo, ajoelhar-se a seus pés e pedir perdão por ter sido tão cruel; mesmo que isso significasse abrir mão de quem era para dar espaço a uma nova versão dela, mais receptiva ao amor e a tudo o que ele implica.
Começou pintando uma imensa escuridão, que logo foi se enchendo de luz e cores, dançando na tela e na sua mente. Pintou também um oceano, cheio de criaturas estranhas, seus medos, e uma luz que atravessava a água negra e lhe dava forças para encará-los. Foi quando a campainha soou, e ela se viu sobressaltada, com o coração pulando e a cabeça cheia de incertezas. Abriu a porta, mas não viu ninguém. Olhou para o chão, e apanhou uma foto. Estremeceu ao ver a imagem; os dois juntos, na praia, sorrindo cúmplices um para o outro, como amantes. No verso da foto, palavras recém escritas. "Venha me encontrar."
Ela sabia o que queria, mas antes de sair correndo porta afora, foi tomada de medo. Sabia que se ele viesse a seu encontro, fingiriam que nada aconteceu e retomariam de onde pararam, sem nada mudar, podendo cometer novamente aqueles mesmos erros. Porém, se ela fosse ao seu encontro, já estaria abrindo mão do passado para começar tudo de novo, do zero, com um belo e longo futuro pela frente. Ela sempre preferira o caminho mais fácil e confortável; já estava na hora de conhecer um pouco do outro lado.
Parado na areia, de frente para o mar, ele segurava o paletó por cima do ombro com uma mão e os sapatos na outra, esperando. Sempre fora muito paciente. Ela parou de correr assim que o avistou, e por um momento, o pânico reapareceu. Mas ela era mais forte, seu amor era mais forte do que sua insegurança. Caminhou em direção a ele, com o vento frio soprando nos seus longos e desleixados cabelos. Ele se virou para contemplá-la no exato momento em que ela parava a dois palmos de distância. Ele olhou aqueles místicos olhos verdes dela, que refletiam a fúria do mar naquela tarde; ela mergulhou na escuridão daquele olhar que ela tanto amava. Por um momento, ficaram apenas fitando um ao outro, as palavras eram insignificantes agora que estavam frente a frente, um turbilhão de emoções passando pelos dois a cada milésimo de segundo.
E então, de forma harmoniosa e sincronizada, os dois beijaram-se, como se estivessem preparando-se para esse momento durante todo o tempo em que ficaram separados. Beijavam-se com amor, extirpando toda a dor que os atormentara durante aquele ano inteiro de separação. Quando voltaram a fitar um ao outro, ela falou:
"Minha vida é você. Sou sua para toda eternidade."
Ele sorriu e acrescentou, contente de constatar que a melodia daquela voz não mudara nem um pouco:
"Pensei que nada durasse para sempre."
Ela baixou o olhar, sentindo uma leve pontada de culpa no coração.
“Isso dura."
E o beijou novamente, enlaçando os dedos naqueles cabelos que ela tanto amava, enquanto ele apertava sua cintura para impedir que ela desaparecesse no ar. Mirando novamente aqueles olhos verdes, ele afirmou:
"Sim, isso dura."
Beijaram-se uma vez mais antes de a chuva cair, lavando-os de todas as tristezas e convidando-os para voltarem ao apartamento, onde uma cama aconchegante os esperava e onde a vida era sempre ensolarada.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Observador
Uma vez, quando pequeno, vi uma menina chorando, atrás de um muro, no pátio da escola. Fiquei escondido enquanto ela debulhava-se em lágrimas infantis, entretanto silenciosas, afastando as trancinhas louras de vez em quando para esfregar os olhos. Lembro como ela parecia uma boneca de louça com o rosto quebrado: linda, em seu vestido cor-de-rosa, mas incapaz de revelar um sorriso feliz.
Eu quis largar minha bola enlameada e ir até ela, olhar naqueles olhinhos castanhos e úmidos e confortá-la com um sorriso, ou se tivesse mais coragem, até um abraço rápido e tímido. Mas minhas roupas estavam sujas e eu tive medo de que ela ficasse com raiva de mim por estar observado-a.
Anos depois sentamos lado a lado num curto trajeto de ônibus. Ela me reconheceu da escola e comentou que estava de mudança antes de descer no próximo ponto e deixar para sempre a minha vida. Não tive coragem de confessar sobre aquele dia da infância, e ela nunca soube que eu a amava desde então.
Sou um observador. A minha vida é deixar a vida passar.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Dias ventosos
Vou andando sozinha pela estrada de paralelepípedos ladeada de grama verde e cheirosa, escutando músicas em minha cabeça ou mesmo o canto dos passarinhos que passam voando em bandos. Fico tão feliz que sorrio pro céu, por pouco não danço como se estivesse em um musical.
O vento me ajuda a voar.
sábado, 3 de outubro de 2009
Até que a dor passe
Fim de festa, chega em casa, tira a roupa deita na cama. Chora em silêncio e dorme. Sonha com o passado.
Manhã seguinte, bebe chá, toma banho, se arruma e almoça com a família. Solidão sussurra discretamente em seu ouvido. Um cansaço sem motivo toma conta do seu corpo.
Fim de tarde chega em casa, a casa escura e sozinha. Come chocolate, lê um livro, tenta dormir, não dorme. Liga o computador, procura alento, não encontra. O silêncio só não a consome porque o vizinho escuta música alto demais.
Olha aquela foto esquecida na gaveta, pega papel e caneta e escreve: saudade...
No dia seguinte encontra as amigas, conversa, brinca, ri. Esquece toda a tristeza. O telefone toca: novidade. Todo mal tem sua beleza.
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Mais inspirações
* Better
* Raindrops
* Real love
* Summer in the city
* Somedays
* The Call
Sarah Bareilles:
* Lovesong
* One sweet love
* Gravity
* Red
Jens Lekman:
* And I Remember Every kiss
* Your Arms Around Me
* Into Eternity
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*After Hours - The Velvet Underground
*Lovefool - The Cardigans
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Inspirações musicais
- Florence and the machine:
*Kiss with a fist
*Cosmic love
*Are you hurting the one you love?
*Howl
*Rabbit Heart
- She&Him (cuja vocalista é a Zoey Deschanel, que também é atriz e apareceu nos filmes "Sim Senhor", "Fim dos Tempos" entre outros):
*Why do you let me stay here?
*I was made for you
*Sentimental heart
*I thought i saw your face today
- Kate Nash:
*Foundations
*Birds
*Mariella
*Merry happy
*Skeleton song
- Katy Perry:
*One of the boys
*Thinking of you
*Fingerprints
*Hot n Cold
- Lily Allen:
*22
*Chinese
*The fear
- Beirut:
*Elephant Gun
*Sunday Smile
*Nantes
*After the Curtain
-----------
*Good time - Brazilian Girls
*Silver lining - Rilo Kiley
*Just do it - Copacabana Club
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Te Procuro - Leela
Afogo na piscina pra você me salvar
Tropeço na escada pra você me pegar
Crio mil feitiços pra tentar te conquistar
Eu só quero brincar com você,
Eu só quero brincar com você
Tenho todos que quero
Mas perco o ar
Quando te vejo
Saio com seus vizinhos
Só pra você me notar
Tropeço na escada pra você me pegar
Crio mil feitiços pra tentar te conquistar
Eu só quero brincar com você,
Eu só quero brincar com você
Eu só quero, quero brincar com você
Eu só quero brincar com você
Não me despreze, eu sou pior que você
Não tenha medo, eu só quero brincar
Só quero brincar
Ela era uma criança e eu também. Eu implicava com ela e vice-versa. Às vezes me deixava muito nervoso, mais nervoso ainda quando começava a rir daquele jeito, sempre que eu caía em uma de suas armadilhas. E dizia com aquele jeitinho nada inocente de quem pede desculpas já pensando em pedir desculpas novamente: “Eu só quero brincar com você”. “É eu sei”, eu dizia. E continuava brincando, deixando que ela brincasse com meus sentimentos, sem perceber que caía na maior de suas armadilhas:
Ela conseguiu roubar meu coração sem nenhuma chance de devolver.
Sorte minha que também roubei o dela.
Ficamos quites.
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*Me inspirei na música "Te Procuro", do Leela.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
One and Only - Teitur
I would land just where you are after all this lonesome traveling
I took one look in your eye, reached out to hold your hand
This is when I realized that I could never understand
Do you want to be my one and only love?
Do you want to be my one and only love?
So you wanna be my friend, so you wanna be my lover
Oh, With you I do confess I can't be one without the other
That was hard for me to say, I hope I said it right
Which ever, come what may, you see I need to know tonight
Do you want to be my one and only love?
Do you want to be my one and only love?
Do you want to play these cards, do you want to lay 'em down?
Do you want to run away or do you want to stick around?
Do you want to be my one and only love?
Do you want to be my one and only love?
(Música do filme Acquamarine - Porque eu não tenho nada melhor pra fazer a não ser assistir a filmes e escutar músicas e sonhar com bobagens de amor... Espero escrever uma historinha bonitinha e postar aqui em breve.)
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Do Mundo
Quero a incerteza do futuro e a felicidade no presente.
Cansei de suspirar por perder grandes chances;
Quero viver o momento, curtir vários lances.
Quero fazer da praia o meu lugar,
Acordar com vontade de cantar.
E ter a certeza de não ter certeza nenhuma:
Só que a vida é só uma.
Meu coração vou libertar;
Vou abrir as asas e voar!
Não sou mais uma menina sem rumo;
Sou mulher, sou do mundo!
domingo, 16 de agosto de 2009
Tristeza
Respiro, mas a cada expiração o vazio em meu peito aumenta, e percebo que não é só de ar que eu preciso.
Meus olhos ardem e ameaçam chorar, aumentando o nó na garganta que eu não consigo engolir.
Olho à minha volta e vejo que nada faz sentido. Fotos, livros, canetas, papéis, cabos, fios, tomadas, paredes. O quarto parece pequeno demais, estranho demais, alheio demais; sufoco.
E choro. E sofro. E me odeio pelas coisas que fiz. Pelas coisas que disse. E as que não disse.
Uma nuvem de problemas paira em torno da minha cabeça, pesando mais e mais a cada lágrima, a cada suspiro, a cada arfar por um pouco de paz.
Tento escapar da melancolia do silêncio e ponho o fone de ouvidos; deixo as músicas tocarem aleatoriamente. Irônico como as mais tristes chegam aos meus ouvidos, tornando impossível que eu me esqueça de tudo.
Aprecio as melodias que fazem brotar lágrimas de meus olhos e me concentro em me esquecer de mim; talvez seja mais fácil esquecer os problemas se eu conseguir esquecer a fonte deles.
Fecho os olhos e me transporto para outro mundo. Tento lembrar como é sorrir e ser feliz.
Mas algo sempre me traz de volta à realidade.
E tenho que começar tudo de novo.
Por alguns segundos de tranquilidade.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Brighter than sunshine - Aqualung
I never knew what love was for
My heart was broke, my head was sore
What a feeling
Tied up in ancient history
I didn't believe in destiny
I look up you're standing next to me
What a feeling
What a feeling in my soul
Love burns brighter than sunshine
Brighter than sunshine
Let the rain fall, i don't care
I'm yours and suddenly you're mine
Suddenly you're mine and it's brighter than sunshine
I never saw it happening
I'd given up and given in
I just couldn't take the hurt again
What a feeling
I didn't have the strength to fight
suddenly you seemed so right
Me and you
What a feeling
What a feeling in my soul
Love burns brighter than sunshine
It's brighter than sunshine
Let the rain fall, I don't care
I'm yours and suddenly you're mine
Suddenly you're mine
It's brighter than the sun
It's brighter than the sun
It's brighter than the sun, sun, shine.
Love will remain a mystery
But give me your hand and you will see
Your heart is keeping time with me
What a feeling in my soul
Love burns brighter than sunshine
It's brighter than sunshine
Let the rain fall, I don't care
I'm yours and suddenly you're mine
Suddenly you're mine
And then you kissed me (1) - The Cardigans
but they wouldn't quite blow me like you
you gave me your name and signed
with a halo around my eye
and it hit me like never before
that love is a powerful force
yes, it struck me that love is a sport
so I pushed you a little bit more
(...)
man, you hit me!
yeah, you hit me really hard
baby you hit me!
yeah, you punched me right in the heart
and then you kissed me...
Sutilmente - Skank
Triste
Simplesmente
Me abrace
E quando eu estiver
Louco
Subitamente
Se afaste
E quando eu estiver
Fogo
Suavemente
Se encaixe...
E quando eu estiver
Triste
Simplesmente
Me abrace
E quando eu estiver
Louco
Subitamente
Se afaste
E quando eu estiver
Bobo
Sutilmente
Disfarce...
Mas quando eu estiver
Morto
Suplico que não me mate não
Dentro de ti
Dentro de ti...
Mesmo que o mundo
Acabe enfim
Dentro de tudo
Que cabe em ti (2x)
Lost - Katy Perry
Face down in the porcelain
Feeling so high but looking so low
Party favors on the floor
Group of girls banging on the door
So many new fair-weather friends ooo...
Have you ever been so lost
Known the way and still so lost
Caught in the eye of a hurricane
Slowly waving goodbye like a pageant parade
So sick of this town pulling me down
My mother says I should come back home but
Can't find the way cause the way is gone
So if I pray am I just sending words into outer space
Have you ever been so lost
Known the way and still so lost
Another night waiting for someone to take me home
Have you ever been so lost
Is there a lightIs there a light
At the end of the roadI'm pushing everyone away
‘Cause I can't feel this anymore
Can't feel this anymore
Have you ever been so lost
Known the way and still so lost
Another night waiting for someone to take me home
Have you ever been so lost
Have you ever been so LOST.
terça-feira, 21 de julho de 2009
Palavras no papel
Poesia falada na minha mente significa bem mais do que palavras escolhidas e dispostas num caderno de forma tradicional.
Acho que não sei escrever poesia, só sei pensá-la, senti-la. Respirá-la em toda parte.
A poesia perde um pouco do sentido quando ganha forma em palavras. Deixa de ser abstrata borboleta voando pelo ar e se prende num plano bidimensional de onde só se liberta por uns instantes ao ser lida em voz alta numa entonação ritmada.
Poesia é música.
Um turbilhão de pensamentos narrados em palavras invade minha mente todas as noites quando fecho os olhos. Talvez o silêncio seja tão incômodo que eu precise encher de som a minha cabeça. E minha voz sempre soa mais bela do que na verdade é dentro dela.
Eu penso com mais rapidez do que consigo escrever e às vezes alguns pensamentos acabam se perdendo.
De repente um vazio domina minha mente e sinto que o momento criativo passou. Posso dormir tranquila. E quem sabe, sonhar sem palavras.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Distrações
Mas talvez eu esteja exagerando. Acho que meus olhos estão abertos demais, chegando até a me cegar para os aspectos práticos do dia-a-dia, me fazendo mais distraída do que já sou por natureza. E as distrações nem sempre fazem bem.
Por exemplo, ontem eu estava descendo uma escada, quando reparei num mosquitinho preto ínfimo na parede branca e larga. Não gosto de insetos, muito menos mosquitos, mas senti algo que não tive tempo de assimilar por aquele mosquitinho pequenininho e sozinho naquela parede. Quando dei por mim já estava caída no chão, com o pé torcido.
Aos que vivem no mundo da lua como eu e se distraem facilmente, cuidado. Acidentes acontecem mais facilmente do que imaginamos.
domingo, 7 de junho de 2009
Beijo
Por um momento eles pararam de falar e mergulharam nos olhos um do outro; as palavras haviam se esgotado; não havia mais ofensas, acusações, gritos nem lágrimas. Só o silêncio da noite podia ser ouvido enquanto eles continuavam lutando com o olhar. O dele, duro e frio, o dela, ardente e impassível. Depois de tantos anos, o que restara deles de fato? Nem um pedido de desculpas. Nenhuma palavra calorosa. E assim, pra sempre?
A chuva caiu, e eles não se moveram: olho no olho o tempo todo. Um raio cortou o céu. Ela tremeu de frio. Ele deu um passo à frente. Um trovão, e duas bocas uniram-se sem começo nem fim. E todas as palavras perderam significado. E toda a tristeza e todo o ódio foram lavados pela chuva. Logo tudo o que sobrara era o que realmente tinha importância: beijos, paixão, amor. Por detrás de uma nuvem, a lua surgiu, iluminando o sorriso no rosto dela, que refletia a felicidade nos olhos dele.
Mãos dadas, pé na estrada: um novo caminho a seguir.
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Músicas:
- And then you kissed me - The Cardigans
- An then you kissed me II - The Cardigans
domingo, 31 de maio de 2009
terça-feira, 12 de maio de 2009
E eu aqui pensando
Aonde devo estar?
Qual é o meu lugar?
Tantas escolhas
Paradigmas de uma história
Do calendário voam as folhas
Uma vida que perde a memória
Vou sendo esquecida
Vou ficando deprimida
No tempo, perdida.
Pra onde foi minha vida?
Tudo acabou.
Terminou.
Esgotou.
Nada restou.
Acho que desapareci.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Sonho louco
Meu último sonho foi como um filme. Ou eu sonhei que via um filme. Não importa: o que interessa é que não consigo tirá-lo da minha cabeça. Portanto, aqui vai ele.
Os protagonistas do filme (do sonho) eram Angelina Jolie (com cabelos curtos e olhar doce, mais ou menos como em Amor Sem fronteiras) e Steve Carell (barbudo e sério, como em Pequena Miss Sunshine). Na história que montei em minha cabeça, os dois eram muito bem-sucedidos em suas carreiras (não lembro, acho que não tem muita importância) e cresceram num vilarejo peculiar, meio mágico, meio secreto. Quando adultos, eles se encontram numa praia deserta de areia branca e águas azuis límpidas e calmas, ambos usando roupas brancas, e tem uma aplísia dançando na barriga do Steve Carell deitado na areia.
Eles então se apaixonam e decidem casar e constiuir família, no vilarejo onde cresceram, e que acreditam ser o melhor lugar para terem uma vida perfeita e serem felizes para sempre. Com isso, os dois abandonam suas carreiras bem-sucedidas e vão morar numa casinha aconchegante. Eles tem um filho, Steve Carell Junior, e não fazem muita coisa da vida; Angelina Jolie passa os dias tricotando em uma cadeira de balanço e Steve Carell Pai trabalha num asilo de idosos. O casal acaba descobrindo que não é feliz dessa maneira, e nem o filho, motivo de terem abanonado suas antigas vidas, gosta do lugar, porque não tem amigos e os garotos da escola caçoam dele.
Após conversarem, a família decide voltar para o mundo real, para a vida que tinham antes, mas ficam feizes de terem experienciado esse outro tipo de vida, só pra ter certeza de que não era o que eles desejavam. Fim.
Agora, o motivo da minha fixação é que eu tenho certeza de que já vi uma história parecida em algum filme. Qual??? Talvez seja uma mistura de Um Homem de Família, Os Incríveis, Sr. e Sra. Smith, e mais um monte de filmes que não consigo lembrar agora, e aqueles dois que falei no último post. Se uma alma viva que visita este blog puder sugerir alguma coisa, eu agradeço.
P.s: Deu pra ver que na minha cabeça se misturam um mooooonte de coisas...
domingo, 3 de maio de 2009
O Amor e suas complexidades
Enfim. Mesmo crescida - como se 18 anos fossem experiência suficiente... - e um pouco entendida da vida, sempre me surpreendo quando me deparo com situações amorosas que não seguem a receita do "felizes-para-sempre". Como é possível pessoas que se completam não ficarem juntas pela eternidade? Por que para uns o Amor é bonito e suficiente, enquanto que para outras, é indesejado e mal-administrado? Como saber se há uma pessoa certa para cada um de nós, e se vamos encontrar essa pessoa? O Amor pode ser garantia de felicidade plena?
Sempre vivi esperando encontrar o Amor em cada esquina que eu virasse, em cada olhar de um ilustre desconhecido, em todo lugar que eu me encontrasse. E acho que encontrei. Mas agora chego a pensar que o que eu procurava ávidamente não era Amor, e sim Paixão. Afinal, não existe amor à primeira vista, e sim paixão à primeira vista, diz a psicanálise. Cientistas dizem que paixão é química e tem prazo de validade: quatro anos, em média, e depois pode ou não evoluir para amor. Admitamos então que um casal esteja apaixonado, passem-se quatro anos e eles então separem-se. Toda a magia, os beijos, abraços, carinhos, promessas e planos, tudo desaparece. Será que Paixão é sinônimo de Ilusão?
E se alguém finalmente encontra o amor mais puro e belo, a pessoa perfeita para esse alguém, e simplesmente... deixa passar? Como é possível ser feliz sabendo que teve a oportunidade de viver o Grande Amor, mas não aproveitou? (Talvez aqui eu esteja indo contra o que disse antes sobre as escolhas.)
Às vezes os maiores amores são aqueles que aconteceram em um curto espaço de tempo e duraram muito pouco, como em Romeu e Julieta, ou que esperaram uma eternidade para serem vividos, como em O Amor Nos Tempos do Cólera. Mas e aqueles em que os casais se separam ao invés de morrerem juntos ou se encontrarem no fim da vida?
Por mais que eu queira, acho que nunca vou compreender essa grande força magnética, hipnótica e maravilhosa que é o Amor. Talvez ninguém possa. E esse seja um dos grandes mistérios que fazem a vida valer a pena. Acho que eu devia me preocupar mais em viver o Amor do que em tentar compreendê-lo.
Hum. Talvez os contos de fada sejam mesmo reais; só precisamos parar de idealizá-los e começar a realizá-los.
*Filmes inspiradores:
- Apenas Uma Vez (Once)
- Ao Entardecer (Evening)
Erros x Escolhas
Podemos escolher ter o cabelo curto ou comprido; usar maiô ao invés de biquini; optar por uma carreira clássica ou preferir a vida artística; ter uma vida regrada ou simplesmente nunca olhar para o relógio. Escolhemos ser felizes para sempre com um marido, filhos e uma casa com jardim, ou simplesmente ser feliz sozinha, ter animais de estimação comocompanhia e sair todas as noites com amigos.
Mas nunca podemos dizer que as escolhas que fazemos são “ruins” ou “boas”, que “tudo teria sido melhor se tivesse sido de outra maneira”. Porque se fosse diferente, não seríamos nós. As escolhas que fizemos no passado constroem as pessoas que somos no presente, e as escolhas que fazemos no presente refletem em quem seremos no futuro. A vida é feita de escolhas. Se pudéssemos refazer todas as escolhas do passado, nossas vidas não seríam as mesmas. As coisas boas que nos aconteceram por causa das escolhas ditas “erradas” não existiriam. E continuaríamos insatisfeitos, desejando poder mudar tudo novamente.
Essa é a verdadeira beleza da vida: saber que não se pode voltar atrás, mas que sempre é possível seguir em frente, na direção que preferirmos. Talvez você opte por um corte de cabelo muito curto e não fique contente com isso; mas com o tempo o cabelo crescerá, e voltará a ser como antes, e talvez você até o corte novamente, de outro jeito. No entanto, se não tivesse cortado o cabelo, jamais saberia sua reação.
Assim, nunca sabemos o que nos aguarda no fim do arco-íris; mas certamente, entre penhascos brumosos e vales ensolarados, sempre conseguimos encontrar a felicidade. Sejam quais forem nossas escolhas.
domingo, 26 de abril de 2009
Reflexões sobre o barulho
Não gosto de barulho, festa só se for de aniversário, e mesmo assim tem vezes que não suporto.
Gosto de dançar, mas sozinha no meu quarto, boate lotada nem pensar. Show eu nunca fui, só quando criança, algo que nem considero, e música muito alta me dá nos nervos.
Porém, quando se vive num apartamento de fundos em que a janela do seu quarto dá para uma quadra esportiva de escola pública, um salão de festas de um prédio grande e a janela do cara do outro bloco do seu prédio, acostuma-se com barulhos que não deviam fazer parte da sua vida.
Como por exemplo, o som de talheres revirados no apartamento em frente e abaixo ou o farfalhar de uma papel laminado; alguém cantando mal ou falando ao telefone na janela ao lado; uma festa tipo micareta que rola a madrugada inteira (eu detesto músicas de micareta) ou a banda da escola pública ensaiando na quadra a mesma música de todos os anos desde que você se mudou para esse bendito lugar (nove anos); um carro buzinando alucinadamente. Às vezes nem é um som, mas um cheiro de bife da-casa-dos-outros ou então o inebriante aroma de pipoca (e aí você morre de raiva porque não tem pipoca em casa pra você). Coisas assim.
E aí você se dá conta de que a noite, a madrugada, mudou coompletamente de sentido. Você percebe que toda aquela comunhão de sons e (cheiros) fazem, de fato, parte da sua vida. E quando você os ouve, sente-se bem; sente-se em casa. E todas essas coisas que te atrapalhavam antes em suas reflexões, passam a ser a inspiração para elas.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
quinta-feira, 5 de março de 2009
Pesadelo
Ela acordou, suando e ofegando no meio da noite quente de verão, e olhou ao redor. Aonde estavam os sonhos desfeitos e castelos desmoronados? Ouviu um ressonar familiar ao seu lado e pôde respirar novamente; ele estava ali, ao seu lado, sorrindo para ela enquanto dormia.
Fora uma ilusão. Tudo não passara de um pesadelo. Pelo menos, por enquanto.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Cuidado: inflamável
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Impulsos e formigas
É importante agir por impulso, pelo menos de vez em quando, para não esquecer a magia das simples coisas da vida.
Censura
Mas não fiz nada disso. Continuei fitando a praia tristemente, impedida de fazer o que desejava por causa de minha censura pessoal, que me condenaria se voltasse para casa com os pés molhados e cheios de areia. Abandonamos o calçadão conversando, eu e papai, enquanto voltávamos para o apartamento, onde a vista do mar é ofuscada pela quantidade de prédios ao redor.
Pisando em ovos
Este blog não pretende ser nada instrutivo ou informativo, nem espero que alguém realmente leia o que quer que seja que eu venha a escrever.
Meu verdadeiro intuito aqui é perder o medo de expor meus pensamentos e devaneios, bem como garantir que eles não se percam no turbilhão de minha mente.